Segunda-feira, Novembro 22, 2010

Projeto, parte II

Como eu postei anteriormente, a minha professora de biologia propôs um trabalho, na verdade, um projeto, e eu escolhi fazer aqui, no meu blog. Primeiro, porque eu posso expressar a minha opinião, e eu sei que vão existir criticas, mas como eu disse, é a minha opinião sobre determinado assunto. Segundo, porque eu gosto de escrever sobre determinadas coisas, e como de costume, colocá-las aqui, como já fiz diversas vezes.
Pensei também em escrever um texto formal, com formato realmente de texto, mas depois eu decidi escrever de forma livre, o que vai me ajudar a expressar tudo de forma mais clara, e principalmente, sincera.
O tema que eu vou abordar durante esse quase "relato do que passa na minha mente" é mais sobre as gerações e suas relações.
 As perguntas mais importantes de todo o projeto se baseiam basicamente em: Você pára e ouve as pessoas mais velhas com quem convive? Gasta alguns minutos ouvindo as histórias que eles têm para contar? Ouve os conselhos?
Ambas as gerações, nova e antiga, têm defeitos, vamos começar pelos mais velhos:
  • O maior defeito talvez seja a busca pela juventude eterna, que muitas vezes, cobra um preço alto demais, a própria vida. Essas pessoas, têm medo da morte, ou então, não gostam e nem querem assumir que já não são mais como eram em sua juventude, buscando métodos que conservem a mesma imagem, em outras palavras, a sua tão prezada juventude. E pra alguns pais, isso também é provado, deixando seus filhos "soltos como bem entenderem", o que acaba levando-os a caminhos não tão bons.
Agora, a juventude, que alguns a chamam, atualmente, de "juventude perdida":
  • A juventude tenta mostrar o contrário do comentado anteriormente, tentam provar, no possível e impossível, que já são adultos e podem se cuidar sozinhos, e muitas vezes, caem na tentação de drogas, bebidas e festas, onde ocorrem diversos acidentes e também, riscos até de acabarem levando uma vida de crime, pois, quando ficam viciados em drogas, e não encontram dinheiro em suas casas para comprá-la, acabam se prostituindo, ou roubando.
  • Atualmente é muito comum ver jovens em festas, e shows, onde vão para curtir - mas, o modo como curtir era empregado antes e agora, também mudou com o passar das gerações - com seus amigos. E entre esse curtir, acontecem o "ficar", o beber até cair de bebado, entre outras coisas.
 Mas, o que realmente deveria ser abordado, não tendo foco nos defeitos das duas gerações, é: será que a relação entre as duas é forte? Existe um laço que as una?
Normalmente você não vê jovens, parando para conversar sobre a vida com seus avós, pais, ou qualquer pessoa mais velha que tenham na família, muitos acham perda de tempo, porque dizem que eles não vivem na mesma época, só que, o interessante disso, é exatamente ouvir tudo que eles viveram, perceber as diferenças de antes e depois, ouvir os conselhos... Por que?
Porque são pessoas, que já viveram suas vidas, ganharam experiências com seus erros, e quando aconselham algo, não é porque são chatos, ou "pegam no pé", eles simplesmente estão tentando que você não cometa os mesmos erros deles.  As histórias que são contadas, muitas vezes trazem lições de vida, ou simplesmente divertem um pouco. E alguns acham que não tem nada que se possa aproveitar do que dizem, mas se prestarmos atenção, têm sempre algo que só aquela avó, ou aquele avô, sabem fazer, algo do jeito deles, único, então, eles têm muito conhecimento, não em tudo, mas usam naquilo que sabem fazer melhor, e algumas vezes, nem é percebido.
Minha professora citou uma frase bem chamativa, ao meu ponto de vista:, era quase isso: "Uma pessoa só morre quando é esquecida", a critica presente nessa frase é bem clara, mas se formos avaliar, muitas pessoas estão mortas, sem nem mesmo terem chego ao fim de seus dias, como é o caso dos idosos que ficam em casas de repouso e suas famílias nunca vão visitá-los. Um estudo comprovou que a solidão encurta a vida, então, a frase fica ainda mais concreta, porque é possivel afirmar que uma pessoa de que ninguem lembra, e vive sozinha, ou isolada, morre antes mesmo de seu corpo morrer.
Resumidamente, os jovens deveriam dar mais valor as pequenas coisas, como uma conversa com um adulto, ouvir uma história de família, ouvir aquela pessoa mais velha, passar um tempo com ela, ou apenas, parar e abraçá-la, para que ela não se sinta sozinha, ou seja, possivelmente morta enquanto ainda viva.



"É melhor escrever para si mesmo e não ter público do que escrever para o público e não ter a si mesmo" (Cyril Connoly)

xx, Carolina U.

1 comentários:

Max Psycho disse...

Eu, particularmente tenho altos e baixos nas relações com pessoas mais velhas da minha familia, pois em muitos casos eu não consigo ouvir o que eles tema dizer, pois parece que querem atenção, mas muitas vezes eu os procuro para desabafar e assim ter alguns preciosos (e nem sempre seguidos) conselhos, bjus gata e que bom que voltou